Roda de Leitura

Nome de gente em bicho

Posted on the December 14th, 2009 under Produção dos alunos, Textos livres, crônicas by Denise Rangel

Esta produção individual surgiu em uma aula sobre o hábito de se colocar nome de gente em animais de estimação. A aluna narrou um interessante episódio, envolvendo uma confusão gente com nome de bicho, ou melhor, bicho com nome de gente.

Nome de gente em bicho

Uma vez, houve uma terrível confusão por causa nome de gente em bicho. O nome de minha gata era Bianca, e, uma vizinha também se chamava Bianca. Por coincidência, as duas eram brancas e tinham olhos verdes.

Tudo ia muito bem. Bianca, minha gata, era muito animada e esperta. Seu único problema era que ela adorava fugir. Então, um dia em que Bianca, minha vizinha, foi viajar, novamente minha gata fugiu. E aconteceu o pior: ela foi atropelada! Fiquei arrasada…

Mas, houve um grande mal-entendido: espalhou-se na vizinhança que a Bianca havia morrido atropelada. Todos acharam que fosse a vizinha e ficaram muito tristes, chorando pela morte dela.

Eu, sem saber de nada, acabei piorando a situação. Vieram me perguntar se quem tinha morrido era a Bianca clara, de olhos verdes! E eu respondi:

-Sim, ela mesma. Eu vi tudo. Ficou esmagada!

Quando Bianca voltou de viagem, todos se assustaram! Como? Se ela tinha morrido? Mas tudo acabou se esclarecendo no final.

Daniele – 2ª série Médio

imagem gatinho

Um mar de onomatopeias

Posted on the December 12th, 2009 under Produção dos alunos, Textos livres, poesia by Denise Rangel

Esta produção individual surgiu em uma aula sobre recursos de estilos, em que lemos o poema Trem de ferro, de Manuel Bandeira. A aluna criou um poema em que explora o som da natureza e o ritmo provocado pela repetição de palavras. Uma graça!

O mar não é só Onomatopéia

Vuááá Fhii

Vuááá Fhii

As ondas vão e voltam

Vão e voltam… Sempre repetidamente

Às vezes interrompidos pela força

O Sol nascendo

Um turista observando o mar

Pescadores

Buscando no mar a sobrevivência

Puxa aqui

Puxa ali

Não pegou

Lança de novo

Vai pegar

Puft!

Uma onda forte acertou uma pedra

E molhou o pescador.

Bianca – 7ª série
imagem ondas

Pássaro em vertical

Posted on the December 10th, 2009 under Produção dos alunos, Projeto de leitura, depoimentos, meio ambiente by Denise Rangel

Formando opinião sobre a morte e a preservação da vida

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“A morte acontece para todos. Mesmo assim podemos nos empenhar para preservar a vida como um todo, cuidando de nosso planeta para que o precioso tempo de vida que temos possa ser desfrutado plenamente. Essa preservação engloba não só os recursos naturais – a água, o solo, a vegetação, o ar – mas, também os seres vivos, incluindo o homem. Cuidar para que os seres vivos deste pequeno planeta tenham relações harmoniosas é também um modo importante de preservar a vida.” (Mª Aparecida Negrinho)

Texto lido: Pássaro em vertical

(NEVES, Libério. In: Aguiar, Vera, coord. Poesia fora da estante. Porto Alegre, Projeto. 1995 )

Sobre o autor

ANTONIO LIBÉRIO NEVES
Nascido em Buriti Alegre, Goiás, mora em Belo Horizonte, MG, onde se formou em Direito. É poeta e tem vários livros publicados.

Passos da roda de leitura:

1- Lemos o texto selecionado, Pássaro vertical, e, durante a leitura, discutimos sobre o tema proposto:” a preservação do meio ambiente. Ao mesmo tempo, observamos as características formais do poema concreto:

Cantava o pássaro e voava
cantava para lá
voava para cá
voava o pássaro e cantava
de
repente
um
tiro
seco
penas fofas
leves plumas
mole espuma
e um risco
surdo
n
o
r
t
e
_
s
u
l.

2- A seguir, os alunos expressaram sua opinião sobre o ato de caçar animais e sobre as situações em que acham que o homem deva caçar. Depois apontaram ações que podem ajudar a preservação do meio ambiente. Todos que desejassem falar, assim o faziam.

3- Conversamos sobre a preservação do patrimônio cultural das sociedades como uma forma de superar a morte , e como uma obra de arte pode imortalizar uma pessoa.

4- Cada aluno opinou sobre o que podemos fazer para ajudar na preservação da qualidade de vida das pessoas, e concluíram que as relações solidárias, harmoniosas e pacíficas entre as pessoas é um modo de preservar a vida.

5- Ao produzir seus próprios textos, os alunos desenvolveram uma das idéias propostas pelo tema: as ações humanas e o aquecimento global.

4- Os textos selecionados foram as que uniram a criatividade à técnica apresentada, ou seja, o aluno desenvolveu a idéia e apresentou argumentos para comprovar a mesma.

Vale lembrar que são meninos da 6ª série, bem pequenos.

Textos produzidos por alunos do 7º ano

Por que isso não acaba?

O aquecimento gobal já vem acontecendo há muitos anos, e, se não bastasse, ele causa outros problemas, e um dos principais é o degelo das calotas polares. Uma das perguntas que vêm à nossa cabeça, quando pensamos nisso, é : ” quando isso vai acabar?”

Esse problema é um dos mais graves, então temos que resolvê-lo rápido, mas , se o mundo não se importa, não vai ter jeito. Nós temos que ter consciência dos erros que cometemos e fazer o possível para corrigi-los.

Isso é mais do que resolver um problema e ajudar o mundo: é uma coisa que guardaremos conosco para todo o sempre.

Caroline

A doença do mundo

É bastante triste quando nós paramos para pensar na situação do nosso planeta, pois nos deparamos com a grave questão do aquecimento global e as pessoas ainda não perceberam . O aquecimento gobal ocorre devido à destruição da camada de ozônio que é ocasionada pelo uso de ’sprays’ e aerossóis , queimadas, entre outras coisas.

Devemos nos focar no derretimento das calotas polares, que é uma das conseqüências do aquecimento gobal. O derretimento das calotas polares irá ocasionar o aumento do nível do mar e inundará as cidades. Como percebemos, o problema é grave, só falta a conscientização da população.

Mariana

O aquecimento global

Quando pensamos no aquecimento global, já pensamos no Sol destruindoa Terra, mas , na realidade, somos nós, seres humanos, somos nós que estamos abrindo um buraco na camada de ozônio que protege a Terra dos raios ultravioleta do Sol, e, com isso, descongelando as calotas polares.

O aquecimento global é causado pela poluição liberada pelos meios de transportes, movidos a combustíveis; também pelas fábricas, indústrias, queimadas e outros. Por este motivo , a temperatura do nosso planeta está aumentando e causando malefícios para os seres vivos, como doenças incuráveis, mortes, secas, degelo das calotas polares, extinção de várias espécies de animais e vegetais, e muitas outras coisas que agravam a destruição de nosso planeta.

Mas podemos combater esse problema, colocando filtros nos transportes, nas chaminés das fábricas e indústrias, para que a qualidade de nosso planeta melhore. Todos podem ajudar, até você. Em vez de ir à padaria de carro, vai com a sua bicicleta; plante uma árvore. Se todos ajudassem, ou pelo menos, fizessem isso, iria ajudar bastante.

Igor e Bruno

O aquecimento da Terra

O aquecimento global é um problema muito sério que o mundo está passando. Antes, a Terra era limpa; de uns tempos para cá, ela vem sofrendo muito, pois o homem está fazendo várias queimadas, jogando lixo nos rios, ruas, enfim, não cuidando do meio ambiente.

E, com o efeito estufa, vêm chuvas descontroladas, as geleiras estão derretendo, e os furacões formados , ciclones onde nunca teve antes. Nós temos que cuidar e preservar o que temos , para que os nossos netos possam viver tranqüilos e com uma terra menos poluída.

Mas, se quisermos, podemos reverter essa situação, plantando árvores, pois, em seu processo de fotossíntese, absorvem mais de 60% dos gases poluentes. E se nós quisermos podemos inverter essa situação e propor um futuro melhor.

Letícia e Larissa Emanueli

imagem daqui e daqui

O espaço de um homem diz muito sobre ele

Posted on the December 5th, 2009 under Produção dos alunos, Textos livres, crônicas, intertextualidade by Denise Rangel

O espaço de um homem diz muito sobre ele

Esta produção individual inspirou-se no conto de Ricardo Ramos, Circuito fechado (In: LADEIRA, Julieta de Godoy. Contos brasileiros contemporâneos. São Paulo.Moderna. 1994). A aluna criou um texto narrativo em que relata como o espaço em que uma pessoa habita diz muito de seu modo de ser:

Minha bagunça

Caminhando, zona nobre. Anúncio, leitura. Pensamentos. aluguel, despesas, lar. Casamento, minha família. Despedida, liberdade. Vida nova. Minha esposa, nosso lar. Decoração, alegria, felicidade. Flores, romantismo, amor. Harmonia, união. Tudo decorado, festa, inauguração. Ressaca. Segunda-feira, rotina. Trabalho, maçante, cansativo. Estresse. Bagunça. Janta, panelas sujas, moscas. Roupas jogadas, gavetas desorganizadas. Estante empoeirada.

Terça-feira. Trabalho, chefe mal-humorado. Papéis, assinaturas, relatórios. Final do dia. Apartamento, esposa. Mais panelas sujas, desleixo, irresponsabilidade. Mocidade…

Não sei quanto tempo perdi olhando o anúncio, mas foi suficiente para compreender que aquele apartamento que está pronto para morar, certamente não seria meu. Sendo do jeito que sou, não daria certo.

Defensor assumido da tese: “eu me acho em minha bagunça”, sou desorganizadíssimo, afinal, quem nunca levou um puxão de orelha ou nunca escutou:

- Vai arrumar seu quarto, agora!!

Vivo desligado, sonhando acordado: sem me preocupar com a organização. Meu quarto corresponde ao meu mundo. Meu quarto, meu jeito, minha bagunça.

(Ana Beatriz, 3ª série do Ensino Médio)

A conversa entre os textos

Posted on the June 30th, 2009 under Produção dos alunos, intertextualidade, música, poesia by Denise Rangel

Caetano Veloso e Gregório de Matos, cada um em sua época, cantam a Bahia. Caetano se apropria de alguns versos de Gregório, cerca de trezentos anos depois, e cria uma  canção sobre o Brasil do início da década de 70. O objetivo era mostrar aos alunos a relação interdiscursiva da canção de Caetano com o texto de Gregório e  o sentido novo que o poema recebe, considerando a situação de exílio em que se encontrava quando compôs a canção.

Sugeri aos alunos que fizessem a mesma coisa: Tomando os dois versos iniciais do poema de Gregório de Matos , dessem continuidade ao poema, falando de sua cidade ou de seu país hoje. Apenas uns poucos alunos aceitaram o desafio. E, para minha alegria, deparei-me com algumas pérolas de poemas, produzidas por eles.

Textos lidos:

I- Poema barroco: Gregório de Matos – séc XVII

Triste Bahia! Ó quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vi eu já, tu a mi abundante.

A ti trocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando e tem trocado
Tanto negócio e tanto negociante.

Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagaz Brichote.

Oh quisera Deus que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote!

***

II- Canção: Caetano Veloso – década de 70

Triste Bahia, oh, quão dessemelhante estás
E estou do nosso antigo estado
Pobre te vejo a ti, tu a mim empenhado
Rico te vejo eu, já tu a mim abundante
Triste Bahia, oh, quão dessemelhante

A ti tocou-te a máquina mercante
Quem tua larga barra tem entrado
A mim vem me trocando e tem trocado
Tanto negócio e tanto negociante

Triste, oh, quão dessemelhante, triste…
Pastinha já foi à África
Pastinha já foi à África
Pra mostrar capoeira do Brasil
Eu já vivo tão cansado
De viver aqui na Terra

Minha mãe, eu vou pra lua
Eu mais a minha mulher
Vamos fazer um ranchinho
Todo feito de sapê, minha mãe eu vou pra lua
E seja o que Deus quiser

Passos:

1- Em sala de aula, lemos os dois poemas acima.

2- Durante a leitura, discutimos sobre o tema provocado pela letra  da música: “Os elementos citados, como Bahia, pobreza, máquina mercante, entre outros, se associam ao quadro político-econômico do país na época: valeria a pena, em nome do desenvolvimento econômico do país, abrir as portas ao capital estrangeiro e suprimir a liberdade de expressão? Comentamos sobre esta “pobreza” política e espiritual de um país que já tinha sido livre e alegre no passado.

3- Em seguida, observamos os aspectos formais do poema (letra da música): a disposição dos versos, a seleção do vocabulário. Comparamos a linguagem barroca com a modernista.

4- Os alunos são desafiados a criar um poema, tomando os dois versos iniciais de Gregório de Matos, como o fez Caetano, e dessem continuidade ao poema, falando de sua cidade ou de seu país hoje.

Os textos produzidos pelos alunos:

Triste Bahia, oh, quão dessemelhante estás,
Estou do nosso antigo estado
Rica e muito animada…

Triste Amazônia, oh, que lamento,
sofrendo com o desmatamento
que saudade da paz,
que nem mais o vento traz…

Oh, Amazônia, cheia de diversidade
Bem longe da cidade
mesmo assim não vive segura
com tanta solicitação e procura.

Matheus – aluno da 1ªsérie do Ensino Médio

***

Triste Bahia, oh, quão dessemelhante estás,
Estou do nosso antigo estado
Pequenos meninos pelas ruas vagar
Sem um destino traçado
O que o futuro lhes reserva é algo para imaginar
Mas não muito diferente de seus antepassados

Sem família para serem acolhidos
Sem estudo para tentar uma mudança
Sem trabalho para se tornarem cidadão dignos
Sem alguém para lutar por seus direitos

Triste Bahia, oh, quão dessemelhante estás,
Estou do nosso antigo estado
Largando estes meninos ingênuos e indefesos
Que sem proteção se emaranham por erradas veredas
Com certeza tropeços
E tornam-se algozes dessa sociedade

Ah se de repente Deus quisesse
Que viesse a te tornar moderada
E se importasse com teus pobres

Taíssa – aluna da 1ªsérie do Ensino Médio

***

Triste Bahia, oh, quão dessemelhante estás,
E estou do nosso antigo estado.
Saudades dos bons tempos

Triste Rio, oh, que lamento!
Um tanto violento
A saudade da liberdade
Que um dia talvez volte a ter…

Oh Rio! Quero te ver de novo!
Vestir a fantasia e assistir à alegria
Curtir a praia e a folia
E viver feliz, feliz…

Tainah – aluna da 1ªsérie do Ensino Médio

***

O ganso de ouro

Posted on the March 22nd, 2009 under Produção dos alunos, desenhos by Denise Rangel

ganso

Hoje eu trouxe uns trabalhinhos de uma turminha  de 5ª série, da rede pública. Não há  muita familiaridade com o texto escrito, mas percebi que os olhinhos brilhavam durante a leitura.

Lemos, em sala de aula, uma adaptação do conto dos irmãos Grimm, O ganso de ouro, no qual, João Bocó, filho de um lenhador pobre, ajuda um homenzinho na floresta, dividindo com ele sua bebida e sua comida. O homem tinha poderes mágicos e lhe diz para que vá até determinada árvore e, dentro dela, João Bocó descobre um ganso de ouro. Depois de vários acontecimentos, ele chega a um reino onde havia uma princesa que nunca ria. Ajudado pelo homenzinho, cumpre uma série de tarefas e casa-se com a princesa.

Durante a leitura, fazíamos comentários sobre o comportamento dos personagens, tais como solidariedade e ganância. Rimos muito com o desenrolar da história e com seu desfecho.  Todos os alunos puderam dar sua opinião sobre o enredo. Após a leitura, pedi aos alunos que fizessem o que desejassem sobre a história lida.

E, eis os trabalhinhos, simples, mas feitos com amor. Há depoimentos, cruzadinhas, desenhos de cenas do conto, poemas, etc. Eu adorei!

mural

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imagens:

Alguns trabalhos de alunos da 5ª série fundamental

capa do livro: daqui

BlogBlogs.Com.Br

Carta ao autor: Computador sentimental

Posted on the March 20th, 2009 under Produção dos alunos, Textos livres, depoimentos by Denise Rangel

Nesta página, os alunos deixam seus recadinhos aos autores, após a leitura de sua obra ou fragmento dela. Falam livremente a respeito de algum episódio de que mais gostaram, ou uma sugestão sobre o texto em si, ou, uma crítica, enfim, o que desejarem escrever.

Para um autor, deve ser bem interessante saber o que seus leitores pensam de seus textos. O texto que inaugura a página é Alice, do livro: Computador Sentimental, de Ricardo Filho. Durante a leitura do texto, os alunos comentaram os trechos, questionaram ações dos personagens, deram muitas gargalhadas, ficaram atentos e na maior expectativa. Foi muito divertido! Depois, fizeram algumas críticas e sugestões ao autor.

O que será que Ricardo Filho vai achar… Confira!

Texto lido:

Alice In: Computador Sentimental. Ricardo Filho. Atual, 1992, pág.20-24.

Os alunos opinaram, questionaram, manifestaram algumas impressões a respeito da linguagem do autor e de suas expectativas quanto ao desfecho da narrativa:

Recadinhos para o autor da obra

[por alunos da 7ª série]

  1. Achei corajoso, de sua parte, colocar uma linguagem bem formal. Para um adolescente é bom ler histórias que incentivem uma linguagem que vai ser muito cobrada deles. [Bianca]

  2. Acho que poderia ter mais aventura, mais ação, com reações surpreendentes dos personagens, pois, você cria expectativas, e, há horas em que nós, leitores, pensávamos que poderia acontecer um impacto interessante, e, quando lemos o final da história, não era o que esperávamos. Você não faz as ações ficarem tão emocionantes quanto a gente esperava, antes de ler a finalização. [Iago, Daniella, Lohany, Caroline]

  3. Do jeito que está escrito, está bom, mas acho que o texto poderia ter uma linguagem um pouco mais dinâmica e menos exagerada no diálogo entre mãe e filho. Mais cenas engraçadas, com mais aventuras, com mais barracos e menos tranqüilidade. [Edson, Mariana, Wellington, Paulo Henrique, Edgar, Isabela, Daniel]

  4. A linguagem poderia ser mais solta, mais comunicativa, mais fácil, em vez de uma linguagem tão formal; com mais movimento, mais ação. Com menos palavras difíceis, uma coisa mais fácil de ler até para crianças, porque o livro é direcionado ao público infanto-juvenil, e não a adultos. E, crianças e adolescentes não têm um vocabulário muito apurado. E que também houvesse mais diálogo, pois você narra os atos dos personagens, mas a gente continua na expectativa de que iria acontecer algo.[Clarissa, Ana Beatriz, Thaís, Raphael, Caroline, Laís, Isabela M.]

Volta à roda

Posted on the February 9th, 2009 under Projeto de leitura by Denise Rangel

literatura2

Hoje recomeçaram as aulas de Literatura, após um período maravilhoso de férias de verão. O sol ainda teima em torrar a pele dos desavisados, mas , em sala de aula, o ar condicionado ajuda a refrescar as idéias e aumentar o aquecimento global.

Pois bem, começamos com um breve resumo das cantigas trovadorescas de amor e de amigo. Durante a semana, os alunos analisarão alguns poemas da época e outros atuais que contém a influência trovadoresca. Esperamos novidades para este ano.

Um ótimo retorno às aulas e um excelente projeto na roda de leitura em 2009. Aguardem!

Imagem: daqui

A “cegueira revisitada”

Posted on the November 20th, 2008 under Projeto de leitura, filmes by Denise Rangel

Aqui está mais um trabalho feito por meus alunos, ainda daquele projeto de que já falei neste post anterior , em que eles deveriam apresentar qualquer obra literária usando a linguagem que desejassem.
Pois bem, um dos grupos aproveitou a sugestão que eu havia feito de assistirem ao filme Ensaio sobre a cegueira, após fazermos um debate sobre a obra de Saramago, que inspirou o filme de Fernando Meirelles. E o resultado foi um poema concreto com a sinopse da primeira cena do livro, que é também a primeira do filme a que assistiram.
Nem é preciso dizer que adorei! Então, o que acharam?
Vejam:

O julgamento de Capitu

Posted on the November 6th, 2008 under Produção dos alunos, Projeto de leitura, vídeos by Denise Rangel

Baseando-se nessa acusação eterna que recai sobre a fidelidade de Capitu, meus alunos montaram um video , adaptando uma HQ escrita por João Arruda e ilustrada por Vinícius Mitchellem, em que um “tribunal” discute se a moça é ou não culpada de adultério. Um deles assume o papel de advogado de Capitu, procurando ouví-la, senti-la. Há algumas cenas em que as personagens são retratadas em situação que comprovam a acusação ou inocentam Capitu.

No final da apresentação do vídeo, na Feira Pedagógica, os alunos abriram ao público a possibilidade de decidir se Capitu é ou não culpada. A maioria votou pela culpa de Capitu!  Fizemos depois, em sala de aula, um debate sobre a narrativa em 1ª pessoa que configura o ponto de vista unilateral do narrador, um marido corroído pelo ciúme e pela desconfiança. Poderia se confiar em tal versão, impregnada de parcialidade? Eles continuaram achando que sim, que Capitu o traíra, que era culpada. Deus meu, até quando nós mulheres carregaremos este estigma?

Assistam ao vídeo e deixem também sua opinião, ok!

vídeo Youtube

Jornal Nacional estilizado

Posted on the October 19th, 2008 under vídeos by Denise Rangel

Fugindo um pouquinho das rodas de leitura, fizemos um projeto com temas variados de Literatura, nos quais os alunos deveriam fazer apresentações com música, slides, cartazes, enfim o que desejassem. Destaco o vídeo abaixo, pela originalidade do grupo, cujo tema era: A juventude dos anos 60. Este grupo fez uma espécie de Jornal Nacional com uma reportagem sobre as manifestações  políticas da Juventude. Ficou muito interessante.

Vejam:

[tags]juventude, anos 60, passeata[/tags]

Vou-me embora para a Lua…

Posted on the September 26th, 2008 under poesia by Denise Rangel

Texto 6: Lua

Alguns alunos demonstram interesse em mostrar os textos que produzem, independentes de estarem ou não inseridos no projeto atual da turma. A sexta produção individual surgiu após lermos e estudarmos, há alguns dias, o belíssimo poema de Manuel Bandeira:Vou-me Embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Dias depois, um deles me perguntou o que era uma paródia. Expliquei-lhe que era uma recriação de um texto, geralmente famoso, conhecido, com objetivo de contestá-lo, ironizá-lo, criticá-lo, até mesmo zombar dele.Ou, simplesmente, homenageá-lo.

Qual não foi minha surpresa ao abrir meu Gmail e encontrar uma bela paródia do poema acima, feita por um dos alunos. Eu achei interessante, vejam lá na página Textos livres. É só clicar e ler.

imagem: daqui

Como robôs?

Posted on the September 4th, 2008 under música by Denise Rangel

Roda nº 8:

Texto lido: Admirável Chip Novo, de Pitty
Assista ao vídeo:

Pane no sistema alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente, eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema
Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste, viva

Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga

Mas lá vem eles novamente

Reinstalar o sistema

Mas lá vem eles novamente, eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema

Passos:

1- No telão, em sala de aula, assistimos ao vídeo e lemos os versos da canção acima.

2- Durante a leitura, discutimos sobre o tema provocado pela letra : “A manipulação social – agimos como robôs do sistema, que dita as normas e as seguimos sem questionar?”

3- Em seguida, observamos os aspectos formais do poema (letra da música): a disposição dos versos, a seleção do vocabulário. Comparamos este gênero ao gênero narrativo que nos possibilita contar histórias.

4- Os alunos são desafiados a criar uma crônica (gênero já previamente estudado) , criando uma história, a partir das idéias contidas no poema.

Um dos textos produzidos pelos alunos foi selecionados para publicação aqui no blog.

Texto produzido por aluna da 1ªsérie do Ensino Médio:

Mudando sempre

Sabemos que o cotidiano das pessoas é sempre igual, sempre as mesmas pessoas, os mesmos lugares, ou seja, tudo igual.
Mas, há sempre uma chance de mudar, como Maria, cansada da vida de sempre. Ao acordar dizia ao marido:
- Bom dia, amor!
Ia ao trabalho e, lá, respondia ao chefe:
- Claro, senhor, meu trabalho está feito!
Ao almoçar em um restaurante perto do trabalho dizia:
- Bife com fritas, por favor!
Cansada dessa vida sempre igual, ela resolveu mudar.
Ao acordardisse:
- Amor, estou indo morar em Paris com meu amante!
No trabalho respondeu:
- Me demito, seu desgraçado!
No almoço, pediu:
-Por favor, comida mexicana!
Podemos concluir dessa história que devemos mudar, às vezes, só para a vida não ficar enjoativa.

Gabriela –
aluna da 1ªsérie do Ensino Médio

“Na roda de leitura” em nova fase

Posted on the September 2nd, 2008 under Projeto de leitura by Denise Rangel


Na roda de leitura


Comecei este meu projeto Na roda de leitura no endereço antigo (http://drang50.wordpress.com) , em 2007, mas eu já o planejava desde 2006.  Era um projeto pessoal, despretensioso e cujo objetivo era tão somente estimular em meus alunos o prazer da leitura.

Há alguns meses, não estava atualizando o blog devido à minha sobrecarga de trabalho; mas as rodas de leitura continuavam acontecendo em sala de aula normalmente. Agora, o blog voltará à ativa em um outro domínio, neste novo endereço: http://rodadeleitura.drang.com.br/. Chique , não é mesmo?

Além de promover as rodas de leitura com meus alunos e publicar seus trabalhos no blog, estarei trabalhando “free”, planejando, orientando e executando (eita gerúndios) projetos de Rodas de leitura para quem desejar contratar os meus serviços. Se alguém quiser uma roda de leitura (em sua escola, em sua casa, onde quiser reunir pessoas) para apreciar uma obra literária e discutir informalmente sobre os temas provocados pela leitura escolhida, entre em contato e encomende um Projeto de Roda de Leitura adequado à ocasião e à sua preferência.

Após participar de um curso de Rodas de leitura, com a escritora Suzana Vargas, há alguns anos, venho adaptando as técnicas aprendidadas em minhas aulas de Literatura, Português e Redação. Ainda tenho aquela esperança de que outras pessoas se interessem por desenvolver projetos de leitura, não só nas escolas, nos centros culturais e nas bibliotecas, mas em reuniões informais, com seus amigos, suas famílias, em que as pessoas, além de comer, conversar, dançar, também leiam um texto bem interessante e conversem sobre qualquer assunto que ele possa provocar (provocação no texto é o que não vai faltar).

Sintam-se bem-vindos neste novo endereço do blog: ” Na roda de leitura“, ainda em fase de reorganização; com um ar mais profissional e preocupado com esta questão que tanto aflige pais, professores, escritores e os que amam a Literatura: brasileiro não gosta de ler. Não gosta de ler porque não viaja, como eu, em uma aventura fascinante de uma roda de leitura!

“O interessante, nas Rodas, é que a responsabilidade didática ou acadêmica desaparece, dando lugar a um tipo de relação mais prazerosa com o que é lido.” Suzana Vargas

O mundo é nosso

Posted on the August 1st, 2008 under Produção dos alunos, Projeto de leitura, depoimentos, meio ambiente by Denise Rangel

Perguntei aos alunos do 7º ano o que eles pensam
dos adultos que não cuidam do meio ambiente.
E aqui está a opinião da Mariana:

Como todos sabemos, no mundo ocorrem vários problemas. Mas estes problemas não são irreversíveis! Ainda podemos salvar o nosso planeta. Se nós não desperdiçarmos energia elétrica, estamos preservando o meio ambiente. Como podemos fazer isto? Simples! Não ligando a luz de dia, não ligando o ventilador no frio. O mesmo podemos fazer com a água. Afinal, o desperdício de água também é um problema sério!

Em relação aos animais: também podemos protegê-los, cuidar deles. Podemos ajudar não caçando e denunciando as pessoas que caçam e maltratam.

Como os outros fatores, a poluição do ar também é causada pelo ser humano. Ela ocorre devido à fumaça que sai das chaminés das indústrias e de carros. Podemos pedir aos nossos pais que coloquem gás (GNV) , em vez de gasolina, em seus carros.

Os adultos também poderiam ajudar. Mas, só alguns se preocupam. Isso é ruim, porque eles devem dar o exemplo aos seus filhos.

Mariana, 11 anos

Technorati : ,

Crianças a serviço da causa ambiental

Posted on the June 24th, 2008 under depoimentos, meio ambiente by Denise Rangel

Aproveitando a idéia de que as crianças, e adolescente também, estão na fase de ir contra o sistema, ao realizarmos ações que visem a conscientizá-los da importância de cuidar da natureza, a probabilidade de resultados é infinitamente mais eficiente do que se tentarmos educar os adultos. A conscientização sobre a necessidade de conservação e defesa do meio ambiente para presentes e futuras gerações é prevista na Lei 9.795/99, inciso VI do parágrafo 1º do art. 225 da Constituição Federal de 1988que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental: “promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente”.

É possível, de forma criativa, mudar o comportamento dos pequenos estudantes e torná-los agentes de defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado e saudável. Projetos que explorem fatos do cotidiano dos aluno e que possam ser desenvolvidos contínua e profundamente ao longo do ano letivo, são eficientes porque permitem que o aluno perceba como ele pode interferir crítica e responsavelmente sobre sua realidade ambiental. A aprendizagem será mais efetiva se a atividade estiver adaptada às situações da vida real da cidade, ou do meio em que vivem aluno e professor.

As imagens acima mostram a realização de um projeto de conscientização sobre a responsabilidade de combate à dengue. Crianças, bem pequenas, participaram da confecção de cartazes e de máscaras dos “mosquitinhos’ da dengue, usando material reciclável. Foram em todas as salas de aula do colégio e deram seu recado para os colegas. Certamente seus pais estarão cientes de que fazer a coisa certa depende deles, pois as crianças são bem pequenas e não têm o poder de decidir sobre a organização da casa e da familia. Mas o recado está dado, não acham?

Certamente não vamos, sozinhos, resolver os problemas do nosso planeta, mas podemos contribuir para que as próximas gerações, as dos nossos filhos e netos, encontrem uma Terra melhor. Nos próximos 50 anos, muitos de nós terão descendentes próximos ainda vivos, pois muitas das pessoas que nasceram hoje, ainda estarão vivas. Portanto, que cada um faça a sua parte e da melhor forma possível. Pelos nossos filhos e pelos filhos de nossos filhos.

Imagens: Alunos do Ensino Fundamental -Colégio SPLER – RJ
Referências: http://www.ambientebrasil

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Mudanças no Roda de leitura

Posted on the April 26th, 2008 under Projeto de leitura by Denise Rangel

Estamos há algum tempo sem postar as produções dos alunos, mas isto não significa que não estejamos lendo e escrevendo. Eu é que ando muito atrapalhada. Porém, logo, logo, voltaremos a nossa programação normal. Estou pensando em fazer algumas modificações no blog, para facilitar o acesso às rodas.

Então, aguardem, ok!


Aproveitamos para divulgar um email que recebemos:

Boa Tarde.
Conheci esta Roda de Leitura há pouco tempo, mas já tenho percebido a preocupação desta rede pela conscientização da importância da leitura. Venho convidá-los a conhecer o nosso projeto BIBLIOTECA ATIVA,um Blog de nossa Biblioteca Escolar, Escola de Ensino Básico Municipal Profª Alda Santos de Vargas, Sombrio, Santa Catarina.

Percebendo o grande aumento de acesso dos nossos alunos à internet, pensei em criar um blog que pudesse divulgar a leitura envolvendo todas as atividades pedagógicas da escola. E deu certo! O Blog, existente há um ano, conta com álbum de fotos, divulgação de eventos, oficinas oferecidas pela escola, comentários, assuntos relacionados à leitura, e claro, o prazer pela educação que tanto nos aproxima de dias cada vez melhores, de um mundo cada vez mais consciente por uma educação de qualidade.

O convite está feito. Gostaríamos de sua ajuda para divulgar nosso projeto. Desde já agradecemos!

Atenciosamente
Mirian Cardoso – Responsável pela Biblioteca Escolar


Clique na imagem para ir ao blog

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Nossa língua brasileira

Posted on the October 9th, 2007 under Produção dos alunos, Textos livres, crônicas by Denise Rangel

Esta produção individual surgiu após a reflexão sobre alguns textos que tratam das relações entre a renovação do vocabulário e o contexto sociocultural; sobre o “novo linguajar” do povo brasileiro, fruto da globalização; e sobre a descaracterização da língua portuguesa, devido à invasão indiscriminada e desnecessária de estrangeirismos.

Considerando a afirmação do filósofo Mikail Bakhtine: “A palavra será sempre o indicador mais sensível de todas as transformações sociais… “, a aluna brindou-me com um texto brilhante! Não precisa dizer que eu adorei, não é? Vamos conferir!

O “português brasileiro”

As palavras sempre acompanharam a sociedade e suas transformações ao longo da História. Ainda mais se analisarmos o Brasil, país que passou por grandes transformações na literatura e no vocabulário, juntamente com o contexto político-social, que vai da miscigenação das etnias até a globalização. E tudo isso num curto espaço de tempo.

Com a chegada dos portugueses, nossa língua oficial se tornou a portuguesa. Com a população reclamando em tupi-guarani! Assim, anexamos algumas palavras de origem indígena ao vocabulário, que inclusive são utilizadas até hoje. E desde então, a língua portuguesa no Brasil começou a “se tornar única”. Com os escravos africanos, o aprendizado atingiu sensivelmente a nossa cultura, desde o “banzo” até a feijoada, tendo assim mais palavras anexadas à língua.Na mesma época, vossa mercê se tornou vosmecê que hoje é você.

Chegaram os italianos e seu português macarrônico,que até fez parte de um poema. Tempos depois, a sutileza de Paris que chegava ao Rio de Janeiro, e acabou atingindo a Literatura , e fez com que todos nós comprássemos abajur. Enquanto costumes e transformações aconteciam, o nosso vocabulário ia recebendo mais palavras.

Na segunda metade do século XX, chegavam as músicas, os filmes americanos e as calças Lee, juntamente com os chiclets, que por aqui se tornaram os chicletes. Tempos depois, shoppings, filmes, computadores e a Microsoft. E junto com ela, o deletar, o resetar, o printar … Toda essa miscigenação e a nova onda da globalização tornou e torna o nosso vocabulário único e facilmente identificado como “português brasileiro”.

Paloma – 3ª série Médio

imagem daqui

Bicho é gente

Posted on the September 16th, 2007 under Projeto de leitura, crônicas by Denise Rangel

pintinho

O texto abaixo surgiu, em sala de aula, após a leitura de um artigo sobre o hábito de as pessoas colocarem nomes de gente em seus animais de estimação. A proposta foi que criassem textos com animais, envolvendo situações bem-humoradas.

Shena, a pinta perfeita

Letícia – 2ª série

Em uma terça-feira, às oito e vinte e cinco, lá estava eu, na quadra, com minhas amigas, quando a tia da limpeza chegou, com uma caixinha pequenininha, e, desta, vinha um som diferente, um som estranho, um som de um pinto? Era sim, um pinto chamado Shena. Quando olhei, dei um berro tão grande, que todos se assustaram. E eu comecei a chorar, afinal, eu tinha perdido meu cãozinho. Então, peguei-o, coloquei-o em uma caixa maior, com muita ração. Afinal, ela estava com muita fome.
Na hora da saída, lá estávamos eu, meu irmão e a pinta Shena indo para casa do vovô almoçar. Quando chegamos, meu avô tomou um susto, mas depois relaxou e falou:
- Que bom, minha netinha, que você vai criar um pinto!
Pensei e falei:
- Por quê, vovô?
- Porque depois de criar, a gente mata e faz uma galinha caipira.
A partir daí, nunca mais comi galinha, mas a Shena, até hoje, está viva!

imagem pintinho

Escola Municipal em Joinville desenvolve Projeto Leitura

Posted on the September 14th, 2007 under Produção dos alunos, Projeto de leitura by Denise Rangel

A Profª Eliete França da Luz, de Joinville, enviou-me o projeto que está desenvolvendo em sua escola e pediu-me que o divulgasse. Então aí vai:

leitura.jpg

A Escola Municipal Rosa Maria Berezoski Demarchi, Joinville – SC, está desenvolvendo um projeto leitura, denominado “Leitura e Responsabilidade”. Coordenado pelo supervisor da Escola Reginaldo Rodrigues da Silva e pela Profª Eliete França da Luz, o projeto, idealizado por toda equipe pedagógica e administrativa da escola, tem como objetivo primordial incentivar, motivar os alunos ao gosto pela leitura e resgatar a palavra responsabilidade na sua essência, para que os alunos sejam mais responsáveis como estudantes e cidadãos. E tornar o hábito da leitura parte integrante de suas vidas, para que, através de bons textos e livros lidos, os alunos consigam compreender a leitura do contexto em que estão inseridos e transformar a sociedade em que vivem de forma responsável.

Durante o desenvolvimento, o projeto leitura está sendo contemplado por diversas atividades como:

· A formação de contadores de histórias para alunos e professores,
· Contações de histórias feitas por alunos e professores,
· empréstimos semanais de livros para alunos independentes de serem sócios da Biblioteca,
· Jornal Mural com os principais assuntos da semana,
· exposição diária do jornal do dia, revistas,
· dicionário exposto no pátio da escola,
· valorização da biblioteca como espaço prazeroso para a leitura,
· aquisição de novos livros,
· trabalhos na sala informatizada,
· exposições, apresentações diversas,
· trabalhos específicos de cada disciplina e trabalhos interdisciplinares.

Cabe ressaltar o apoio fundamental da Diretora da Escola Sinésia N. V de Medeiros que está sempre apoiando o projeto Leitura em todas as suas etapas, pois se preocupa integralmente com o bom andamento de todo processo de ensino e aprendizagem da escola.

Endereço da escola: Av. Júpiter, 839 – Jardim Paraíso – Joinville – SC

Bem, está dado o recadinho. Sucesso para a escola!